São as demandas de amor. Demandas essas que jamais poderão ser completamente satisfeitas, e que por isso, dão espaço para outras contruções, outros pedidos, outras exigências.
Todavia, essa demanda será sempre fustrada, pois não se pode satisfazer ao outro infinitamente. Seria a morte. Na impossibilidade de respondermos às demandas do outro, simetricamente, contentamos-nos com uma satisfação parcial.
É o que sustenta a continuidade do amor. É porque o beijo perfeito ainda não aconteceu, que se quer beijar mais e mais, é a declaração de amor mais bonita que ainda não foi dita, que permite que se continue a escrever, aperfeiçoar e declarar. É a falta que nos permite prosseguir.
O amor demanda o amor.
Ele não deixa de demandá-lo.
Ele demanda mais...ainda.
(Lacan)
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