Ela disse que não sabia se ficava; se ia.
Caralho.
A trilha, toda ela, foi pra ela.
Os caminhos – todos eles – foram pra ela.
Agora nem uma vela consigo acender.
Pra deixar em paz a morte do que tinha aqui dentro.
A flor murcha que me tornei desde aquele dia.
Uma tarde presenciei ela gritar:
‘Não me liga. Não me procura.
’
Ela não queria nada que viesse de mim.
E, sem saber, a cura pro meu quadro era só um ‘sim’.
Só saber que haveria um beijo.
Que eu a veria cortando queijo com goiabada. Ficando pelada.
Mudando o mundo com aquele coração bom.
Colocando um som e e oferecendo a cintura pra que eu conduzisse os passos.
Me oferecendo abraços e a taça pra que eu despejasse vinho, então, desaguasse amor.
Ainda mais amor.
Ontem, de novo, ela disse que não sabia se ficava ou se ia.
E nesse meio tempo alguém cruzou a linha e me salvou.
Preparei uma bebida pra aprender a dizer: por favor, fica.
Não perco mais ninguém por orgulho.
Aqui não há dessas vaidades.
Acabei com ela em mim fazendo meu eu sumir.
Não minto: meu eu sorrir.
Fui meu crime passional e me sinto bem aqui: há velas acesas, flores maravilhosas.
E, dessa vez, ela ficou.
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