domingo, 3 de maio de 2015

JULIA E A MORTE DOS NOSSOS ÍDOLOS

Hoje com matérias jornalísticas sobre Legião Urbana e em seguida Kurt Cobain, como não me lembrar de você. Que assim como eles se foram cedo demais. Pra eles ainda tenho justificativas mortais "usavam drogas pesadas demais" em relação a sua ausência ainda procuro justificativas.
Claro que isso não se trata de lamentação... É de saudade mesmo, ela vem acompanhada de choro querendo colo amigo, querendo motivação, desejando incentivo.
Como esquecer da última foto que me enviou via correio. Você em um zoológico... Dizendo que eu fazia falta na turma, e eu aqui pra dizer que você em pleno 2015 me faz falta.
Sabe Julia, você que era a frente do seu tempo, tão curiosa, inteligente, não ignorava a tecnologia, mas se apegava ao bonito, ao trabalhoso.. era vantajoso, era habitual... Nada me trazia tamanha felicidade como receber uma carta sua, era mais desejada que um telefonema: era o prazer em abrir o envelope, de saber que percorreu um caminho até chegar em minha casa acompanhada de uma certa  ânsia de responder sua pergunta. Chegou?
Não tenho mais seu endereço pra enviar e nem enviaria pra não alimentar tristeza em seus pais. Mas hoje é um dia daqueles! Que escrever e enviar ao correio significaria: tá tudo bem e basta! Que escrever que venho vivendo... bastaria... Escrever coisas simples do meu dia a dia e ser lida com carinho, cuidado e atenção dignificaria a minha vida de forma partilhada.
Hoje senti falta de você, de não ter medo do que dizer como há tempos eu não tinha.
Confiança, lealdade seria idealizada?
Será que se você estivesse no meu presente ainda seria assim?
É não posso responder por você, mas sei que isso não pode mais morrer com você.

JULIA E A MORTE DOS NOSSOS ÍDOLOS

Hoje com matérias jornalísticas sobre Legião Urbana e em seguida Kurt Cobain, como não me lembrar de você. Que assim como eles se foram cedo demais. Pra eles ainda tenho justificativas mortais "usavam drogas pesadas demais" em relação a sua ausência ainda procuro justificativas.
Claro que isso não se trata de lamentação... É de saudade mesmo, ela vem acompanhada de choro querendo colo amigo, querendo motivação, desejando incentivo.
Como esquecer da última foto que me enviou via correio. Você em um zoológico... Dizendo que eu fazia falta na turma, e eu aqui pra dizer que você em pleno 2015 me faz falta.
Sabe Julia, você que era a frente do seu tempo, tão curiosa, inteligente, não ignorava a tecnologia, mas se apegava ao bonito, ao trabalhoso.. era vantajoso, era habitual... Nada me trazia tamanha felicidade como receber uma carta sua, era mais desejada que um telefonema: era o prazer em abrir o envelope, de saber que percorreu um caminho até chegar em minha casa acompanhada de uma certa  ânsia de responder sua pergunta. Chegou?
Não tenho mais seu endereço pra enviar e nem enviaria pra não alimentar tristeza em seus pais. Mas hoje é um dia daqueles! Que escrever e enviar ao correio significaria: tá tudo bem e basta! Que escrever que venho vivendo... bastaria... Escrever coisas simples do meu dia a dia e ser lida com carinho, cuidado e atenção dignificaria a minha vida de forma partilhada.
Hoje senti falta de você, de não ter medo do que dizer como há tempos eu não tinha.
Confiança, lealdade seria idealizada?
Será que se você estivesse no meu presente ainda seria assim?
É não posso responder por você, mas sei que isso não pode mais morrer com você.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sobre amizade...

O que penso eu sobre amizade...
Sei lá... Então vamos lá...

Amigo não é colega.
Amigo é da família.
Amigo a gente briga, grita, abraça e preserva.
Amigos são poucos, por que não dá tempo de cultivar e cuidar de muitos. 

Amigo a gente apoia, mas não como colega. Não é da boca pra fora.
Somos verdadeiros fãs dos nossos amigos.
Ele tem o que não temos, mas não se trata de seus bens materiais, talvez espirituais. 

Amigo a gente dorme na casa.
Abre a geladeira.
Dorme no sofá quando tem vontade.

Amigo a gente manda mensagem quando acorda, antes de ir trabalhar.
Amigo a gente liga de madrugada.
Invade o espaço, se confunde, mas ainda bem que temos ele para nos alertar quanto ao nosso lugar.

Aos meus amigos amor, aos outros justiça.
Ao meu amigo meu ódio, minha ignorância, minha verdade e meu pior.
Ao meu amigo meu melhor, minha valorização, minha gratidão.

Ao meu amigo meu choro, minha carta, minha música predileta.
Ao meu amigo o inimigo da desvalorização.

Sobre amizade...

O que penso eu sobre amizade...
Sei lá... Então vamos lá...

Amigo não é colega.
Amigo é da família.
Amigo a gente briga, grita, abraça e preserva.
Amigos são poucos, por que não dá tempo de cultivar e cuidar de muitos. 

Amigo a gente apoia, mas não como colega. Não é da boca pra fora.
Somos verdadeiros fãs dos nossos amigos.
Ele tem o que não temos, mas não se trata de seus bens materiais, talvez espirituais. 

Amigo a gente dorme na casa.
Abre a geladeira.
Dorme no sofá quando tem vontade.

Amigo a gente manda mensagem quando acorda, antes de ir trabalhar.
Amigo a gente liga de madrugada.
Invade o espaço, se confunde, mas ainda bem que temos ele para nos alertar quanto ao nosso lugar.

Aos meus amigos amor, aos outros justiça.
Ao meu amigo meu ódio, minha ignorância, minha verdade e meu pior.
Ao meu amigo meu melhor, minha valorização, minha gratidão.

Ao meu amigo meu choro, minha carta, minha música predileta.
Ao meu amigo o inimigo da desvalorização.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

e quem nunca...

E, aquele que não morou nunca em seus próprios abismos
nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas, 
não foi marcado. 
Não será exposto às fraquezas, 
ao desalento, 
ao amor,
 ao poema.

e quem nunca...

E, aquele que não morou nunca em seus próprios abismos
nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas, 
não foi marcado. 
Não será exposto às fraquezas, 
ao desalento, 
ao amor,
 ao poema.

A maior riqueza de um um homem

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
Manoel de Barros-- Mato Grosso - 19/12/1916 /13/11/2014